Ministério da Economia estuda modelagem na venda de imóveis da União

Representantes da Ernst Young apresentaram à SPU experiência de outros países na venda de ativos

A Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União (SPU), órgão do Ministério da Economia, está preparando um plano para a venda dos imóveis pertencentes ao estado brasileiro até 2022. A União tem atualmente mais de 750 mil imóveis.

Para conhecer a experiência internacional na venda de ativos imobiliários públicos, o líder global de real estate da consultoria Ernst Young, Mark Grinis, e o sócio de transações de real estate dos Estados Unidos, Charles Kalocsay, apresentaram na quarta-feira (17/7) os principais modelos de desinvestimentos aplicados em outros países.

O secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Salim Mattar, a quem a SPU está vinculada, declarou, na abertura da apresentação, que a venda dos imóveis da União será essencial para a redução do tamanho do estado brasileiro:

“É gigantesco, obeso, lento, burocrático e oneroso para o cidadão pagador de impostos e inferniza a vida dos indivíduos e das empresas”, afirmou. “Não temos outra saída: ou reduzimos o tamanho do Estado ou não poderemos consertar o Brasil”.

Mattar destacou que a alienação desses ativos deve ser feita com cautela: “Temos que ser cuidadosos na venda dos imóveis e cuidando sempre do bem público, pois esse é um patrimônio do cidadão pagador de impostos”.

Para Mark Grinis, da Ernst Young, a experiência internacional mostra que competição, bons dados e capacidade de atrair capital são importantes no processo de vendas. “Quando fazemos a seleção dos ativos, temos que casar as situações de oferta e demanda com o perfil do próprio investidor”, disse.

O secretário de Coordenação e Governança do Patrimônio da União (SPU), Fernando Bispo, salientou a importância de conhecer a experiência internacional para poder conferir as soluções que outros países adotaram na alienação dos ativos imobiliários.

“É muito interessante falar sobre esse tema, pois temos uma boa noção das similaridades dos problemas e desafios que o Brasil passa e verificar as atitudes já tomadas em outros países”, explicou Fernando Bispo. “Quais ativos devemos privatizar, de que maneira, o modelo e o porquê de cada escolha. Esse é o grande trabalho que estamos fazendo hoje”, completou.

Por Ministério da Economia